Slayer – Hell Awaits
Metal Blade/Shinigami Records – 1985/2012 (relançamento) – Estados
Unidos
Outra pancada
da Slayer (e qual disco não o é?) relançada em versão nacional pela guerreira
Shinigami Records (www.shinigamirecords.com.br).
É claro que a imensa maioria dos headbangers já escutou o trabalho até furar seus
discos, mas é sempre bom ouvi-lo novamente, ainda mais com a vantagem de ser remasterizado.
Neste álbum, a
banda já atinge a velocidade que os caracteriza até hoje, um pouco mais rápidos
do que em “Show No Mercy”. Obviamente que isso é válido para as canções mais violentas.
E abrindo a
desgraça, a faixa-título mostra porque é tão marcante na carreira do quarteto:
veloz, pesadíssima e caótica! Aliás, vale um adendo: embora tenha vindo antes
do maior clássico do grupo – “Reign in Blood” - é curioso notar que, assim como
no finalzinho da música “Raining Blood”, que apresenta aquele clima
apocalíptico, “Hell Awaits” se assemelha nessa ambientação em sua introdução.
Incrível!
Mas a
agressividade também é colocada em prática até nos momentos mais trabalhados,
como na ótima “At Dawn They Sleep”. Riffs empolgantes e uma levada pra bater
muita cabeça. Detalhe para a bateria de Dave Lombardo perto do final da canção.
O cara manda ver no melhor estilo “Angel of Death” (também do “Reign in Blood”)
com seus bumbos metralhando!
É difícil não
falar de todas as músicas. A maravilhosa “Praise of Death” é mais direta e bem
porrada, com destaques para os solos fabulosos dos demônios Kerry King e Jeff
Hanneman.
Outra grande
canção é “Crypts of Eternity”, diversificada e mais progressiva, digamos assim.
Um registro extremamente rico na carreira da Slayer. Lenta, mas irresistivelmente
bem composta.
Falando nisso,
outro aspecto interessante são as composições relativamente longas para os
padrões do quarteto: três delas apresentam mais de seis minutos (666?).
A produção
está muito boa, contando é claro que o material foi gravado há quase trinta
anos (putz, estou ficando velho...).
Bom,
desnecessário falar da importância de “Hell Awaits”, certo? Então, o resumo da ópera
é o seguinte: se o inferno nos espera (trocadilho infame com o título do CD) regado
a essa trilha sonora, um conselho: melhor irmos todos para lá.
NOTA 9,0
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